O valor profundo de um relacionamento

O valor profundo de um relacionamento

Coração descompassado, adrenalina, paixão…

O início de um namoro é quase sempre assim. Existe a expectativa de vivenciar momentos de alegria e prazer, promessas implícitas de felicidade e realização de sonhos. Buscamos sempre no outro a validação de quem somos ou pensamos ser.

Geralmente, passados estes primeiros tempos de empolgação, começamos a encontrar no parceiro defeitos e diferenças difíceis de aceitar. Na verdade, essas vulnerabilidades são nossas grandes oportunidades de crescimento e evolução. É preciso ter um olhar claro e despido de fantasias infantis, como por exemplo, de encontrar alguém que nos fará felizes para sempre.

O amor reside em nós mesmos embora sintamos a necessidade atávica de projetá-lo em alguém para que possamos vê-lo e senti-lo. Considerando esta realidade, passamos a ver o outro como uma sagrada oportunidade de vermos a nós próprios, nos conhecermos e dar ao parceiro a oportunidade de se conhecer. Neste sentido, o casal vai em busca de trilhar uma estrada que poderá de fato levar a vivencia de um amor. Não o amor romântico que se pode ver na literatura, no cinema ou nas fotos de felicidade sem fim das redes sociais. E sim, o amor de presença, cumplicidade, aceitação e renúncia.

No livro, “Una Vida Feliz, un Amor Feliz”, Arnaud Desjardins explica os 5 critérios que seu mestre, o sábio hindu Swami Prajnanpad, lhe ensinou para reconhecer o valor profundo de um relacionamento. Swami considera que estes critérios proporcionam ao casal uma convivência harmônica, permeada de temas leves e serenos.

“Se precisa forçar, é porque não é do seu tamanho. Isso vale para anéis, sapatos, amizades, profissão e relacionamentos.”- Autor desconhecido

Os 5 critérios para reconhecer o valor profundo de um relacionamento

A primeira condição é que seja fácil, que flua sem muito esforço. Isso quer dizer que um bom relacionamento não consome nossa energia em emoções negativas, pelo contrário, nele encontramos nutrição e força para nossa vida. Penso que é matemática: estou ganhando ou perdendo força neste relacionamento?

A segunda condição colocada por Prajnapad é que se trate de duas naturezas não muito incompatíveis, sem grandes diferenças. Estar com o outro, não deve exigir de nós grandes sacrifícios. Tenha certeza, em algum momento a conta será apresentada por aquele que se sente fazendo grandes concessões ou renúncias para manter uma relação.

Joan Garriga, em seu livro “O amor que nos faz bem” diz que a compatibilidade repousa sobra a diferença, mas também sobre a possibilidade de associação, encaixe e cumplicidade. Ignorar a incompatibilidade das naturezas não é sábio, e não raramente, induz ao fracasso numa relação. Grandes diferenças de culturas, valores, não contribuem para a harmonia do casal. Se um é muito urbano, gosta de vida social intensa, sofisticação e o outro é um naturista, gosta de simplicidade, vida no campo e quietude, como irão se ajustar?

“Um peixe e um pássaro poderão se amar, mas onde irão morar?”

A terceira condição é que os membros do casal sejam verdadeiramente companheiros, mantendo uma amizade que não se desgasta com o passar dos anos. Objetivos, valores e propósitos comuns facilitam acordos sobre o que é essencial para cada um.

A quarta condição é ter fé e confiança plena um no outro. O parceiro precisa nos transmitir total confiança, para que não tenhamos temores e vigore a certeza de que o outro não irá nos prejudicar. Estamos falando aqui da confiança que permite a entrega, o repouso, e não necessidade de controle. Isso não significa nunca uma garantia de que um dos dois nunca irá falhar ou decepcionar o parceiro. Isso é humano.

“Não convém dormir com o inimigo, visto que medo e agressão se alimentam mutuamente. É melhor dormir com o amigo, visto que confiança e sorrisos também se alimentam” – Joan Garriga

A quinta e última condição, apesar de ser desafiadora, é elementar e base de sustentação para todas as outras: O desejo de que o outro esteja bem, desejo acima de nossos medos, carências e posse.  Assim como pais desejam que os filhos sejam felizes, mesmo que para isso seja necessário abrir mão de expectativas a seu respeito, independentemente da reciprocidade. Algo como um amor incondicional, generoso, que liberta o ser para que sua essência possa se expressar.

Parece impossível… Fácil está muito longe de ser. Concorda que é um caminho para a felicidade? Nos sentirmos felizes com a felicidade do outro? Para onde iriam nossas frustrações?

No livro “Quem me roubou de mim”, Padre Fábio de Melo diz sabiamente que avaliamos se um relacionamento é bom da seguinte forma: se a relação amplia seu mundo, é boa. Se a relação reduz seu mundo, é ruim.  De novo a matemática…

Que possamos todos ter um feliz Dia dos Namorados e que estejamos enamorados do amor, estando ele projetado em outro ser ou repousando em nosso coração…

Nós da Zephora Alta Costura, desejamos, de coração, um feliz dia, uma feliz vida conjugal para nossas clientes e seus amados.

Namastê!

Cida Malta

 

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